Wagner cita narrativa de comédia ao se referir ao governo Bolsonaro: “é uma pena para o Brasil”


[Wagner cita narrativa de comédia ao se referir ao governo Bolsonaro: “é uma pena para o Brasil”]

A retirada de pontos propostos pelo governo no parecer da Reforma da Previdência lido na Câmara dos Deputados não foi suficiente para encaminhar entendimentos no Congresso Nacional, é como avalia o senador Jaques Wagner (PT-BA).

“Não li o relatório ainda, não posso opinar, mas não há acordo no Congresso. Eu acho que o governo, na tentativa de aprovar alguma coisa, retirou os quatro pontos que eram mais gritantemente contra o povo mais simples, que era o BPC [Benefício de Prestação Continuada], trabalhador rural, tirar da Constituição e a capitalização, é tanto que o Paulo Guedes está nervoso. A verdade é que ninguém concorda em maltratar os mais carentes para justificar qualquer tipo de coisa. O restante do relatório a gente só vai apreciar quando chegar no Senado”, disse o senador ao BNews nesta sexta-feira (14), durante os protestos da greve geral no Centro de Salvador.

Na opinião de Wagner, a demissão do ministro Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência da República – terceiro a deixar o governo em menos de seis meses – expõe a desorientação no Planalto.

“O governo vive de fofoca. Alguém fez uma fofoca sobre ele, ele demitiu. Hoje demitiu o general da reserva dos Correios. É um governo que não tem nenhuma lógica, é um exército de Brancaleone batendo a cabeça o tempo todo, é uma pena para o Brasil”, disse, em referência ao filme italiano de comédia e aventura que se passa no contexto histórico da Idade Média.

Wagner evitou questionar a permanência de Sérgio Moro no ministério da Justiça após vazamento das conversas com procuradores da Lava Jato, expostas pelo site ‘The Intercept’.

“Aí não sei. Quem nomeia e tira ministro é o presidente. A única coisa que ficou concretizado é que a gente sempre suspeitou, que era tudo uma armação”.