Lava Jato prende 5 pessoas em operação contra esquema na área de compra e venda de petróleo


A Polícia Federal (PF) está nas ruas para cumprir mandados da 57ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com a PF, esta nova fase batizada de “Sem Limites”, investiga a ação de uma organização criminosa que agia na área de trading da Petrobras.

Foram expedidos 11 mandados de prisão preventiva, e 26 de busca e apreensão. Até o momento, segundo o G1, cinco pessoas foram presas no estado do Rio de Janeiro. A maioria dos mandados de prisão também devem ser cumpridos no estado do Rio de Janeiro. Somente um tem endereço em Curitiba.

Seis mandados de intimações também foram expedidos, para que os depoimentos sejam realizados nesta quarta-feira.
Há ainda ordens de sequestros de imóveis, indisponibilidades de contas bancárias de investigados, e bloqueio de valores até o limite dos prejuízos.

O pagamento de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para funcionários da Petrobras, entre 2009 e 2014 é investigado. O pagamento, ainda conforme a polícia, foi feito por grandes empresas do mercado de petróleo e derivados. O valor atualizado equivale a R$ 119.427.500.

Entre os detidos, estão os advogados Gustavo Buffara Bueno  e André Luiz dos Santos Paza. De acordo com as investigações, eles lavavam dinheiro para agentes públicos. Um atual funcionário da Petrobras e dois ex-gerentes estão entre os presos.

Os detidos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba. Os investigados podem responder por corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, segundo a PF.

Um dos mandados de busca e apreensão é contra Omar Emir Chaves Neto. Ele é diretor de uma empresa de transporte marítimo. Chaves Neto era ligado a Konstantinos Kotronakis, ex-cônsul honorário da Grécia. Kotronakis chegou a ser proibido de deixar o país, pelo então juiz federal Sérgio Moro, por suspeita de pagar propina ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

A área de trading realiza negócios de compra e venda de petróleo e derivados da Petrobras por empresas estrangeiras. Conforme a PF, foram verificados indícios de irregularidades na realização de negócios de locação de tanques de armazenagem da Petrobras pelas empresas investigadas.

Todas as ações viabilziavam o pagamento de vantagens indevidas a executivos e ganhos acima dos praticados no mercado para essas empresas, ainda de acordo com a PF.

Esta etapa também apura esquemas de corrupção na área de afretamento de navios.

O esquema criminoso, de acordo com a PF, ocorreu até meados de 2014. Contudo, a PF não descarta a continuidade do esquema na área a trading, com ramificações internacionais. As operações de trading de óleos combustíveis e derivados eram de responsabilidade da diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente da gerência executiva de Marketing e Comercialização.

Gigantes’ sob investigação – Vitol, Trafigura e Gleconre –empresas com atuação internacional – estão entre as investigadas. Elas têm, de acordo com o MPF, faturamento superior ao da Petrobras.

Ainda segundo o MPF, essas três empresas pagaram, respectivamente, S$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões para intermediários e funcionários.

Os pagamentos estão relacionados a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

Além dessas três, outras trading companies também estão sendo investigadas.

Fonte: Bocão News

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