Mais de 1700 agricultores foram beneficiados com entrega de adubo pela SEMAG

A Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAG), concluiu, na semana passada, uma grande operação para a entrega de adubo orgânico às comunidades rurais. A distribuição dos fertilizantes faz parte do Projeto Campo Forte Campo Feliz, mais  uma ação da SEMAG focada no desenvolvimento da Agricultura Familiar, por meio da melhoria … Leia Mais




Programa AABB Comunidade inicia as atividades de 2022

1 DE JULHO DE 2022, 19:21 O Programa Integração AABB Comunidade de Alagoinhas marcou o início das atividades de 2022 com um evento solene, na manhã desta sexta-feira (01/07), com participação de estudantes novatos e veteranos, pais e educadores. Entre as autoridades presentes estavam o vice-prefeito, Roberto Torres, representando o prefeito Joaquim Neto, o secretário … Leia Mais



Aniversário de 169 anos de Alagoinhas é marcado por homenagens e valorização histórica


2 DE JULHO DE 2022, 15:45

Foto: Roberto Fonseca

Dois momentos cruciais fazem parte da História de Alagoinhas. O primeiro é simbolizado pelo Marco Zero, na região de Alagoinhas Velha, que tem na Igreja Inacabada a sua referência. O segundo, foi selado na manhã deste sábado, durante o ato cívico em homenagem aos 169 anos de emancipação do município, com a apresentação do Marco Zero Ferroviário, pela pesquisadora e secretária de Cultura, Esporte e Turismo Iraci Gama.

A cerimônia pontuada por homenagens iniciou-se com o hasteamentos das bandeiras de Alagoinhas, da Bahia e do Brasil. Na praça da Brasilinha, no bairro 02 de Julho, a comunidade pôde apreciar, após a solenidade, uma Exposição Cultural e Artística com quadros do pintor Almiro Borges e da fotógrafa Totinha, ambos oriundos da região que se desenvolveu ao lado dos trilhos do trem.

Foto: Roberto Fonseca

Fizeram uso da palavra, o vereador Arão, representante do bairro; o presidente da Câmara de Vereadores José Cleto; o vice-prefeito e secretário de Serviços Públicos Roberto Torres; além do prefeito Joaquim Neto e da anfitriã, a secretária Iraci Gama.

“Como cidadão e presidente da Casa Legislativa não poderia deixar de chamar a atenção com relação à conquista que promove a implantação da Câmara de Vereadores em 02 de fevereiro de 1853, formada por 7 vereadores e um conselheiro”, disse José Cleto, reiterando o seu amor e compromisso com a cidade.

Foto: Roberto Fonseca

O vice-prefeito Roberto Torres ressaltou o trabalho intenso da gestão municipal para melhorar a qualidade de vida da população e disse que “Alagoinhas voltou a entrar no rumo, graças a Deus, com o empenho de toda a gestão. Estamos lançando diversos pacotes de obras e serviços para melhor atender a população dessa cidade promissora e boa de se viver”.

Foto: Roberto Fonseca

Frequentador do bairro Dois de Julho em sua adolescência, quando foi aluno do SENAI, onde ingressou aos 14 anos de idade e saiu aos 17, formando-se como ajustador mecânico, o prefeito Joaquim Neto lembrou da importância da ferrovia para Alagoinhas. “Nós realizamos mais um sonho em fazermos o aniversário de Alagoinhas aqui, onde nasceu o nosso desenvolvimento econômico. Nosso município desponta como uma das mais influentes cidades do interior da Bahia. Hoje é um dia de glória para Alagoinhas! Quem nasceu e quem não nasceu em Alagoinhas, mas que mora e vive aqui está de parabéns! Que cada ano ela cresca mais e sirva mais a seus filhos!”.

Foto: Roberto Fonseca

Durante a fala da secretária Iraci Gama era possível ouvir moradores do bairro admirados com o conhecimento histórico demonstrado pela professora. “A cidade tem esses dois momentos especiais, em 1853, com a igreja inacabada, e em 13 de fevereiro de 1863, quando o primeiro trem de passageiros saiu da capital do Estado para uma cidade do interior, exatamente para a nossa cidade. O trem parou próximo à prefeitura”.

A Secretária Iraci falou sobre a distinção entre os dois lados da linha do trem e reiterou que o Marco Zero Ferroviário irá acabar com qualquer preconceito. “Esse lado de cá, ‘o outro lado da linha’, sempre foi marginalizado e é isso que nós iremos acabar com a criação do Marco Zero Ferroviário”

Homenagem aos antigos moradores da área ferroviária

Ainda dentro das celebrações pelo aniversário de Alagoinhas, foi anunciada a identificação das famílias da região ferroviária, o que irá acontecer até 13 de fevereiro de 2023. O intuito é fazer uma justa homenagem, iniciada neste sábado, com a família Amorim (professora Aidê); família de Agripino de Jesus (que aprendeu a falar francês para explicar para falar de Alagoinhas e do Brasil aos representantes da empresa francesa de trem); família de Plácido Sacramento (seu Popó); família do pintor Almiro Borges (que levou o nome de Alagoinhas para o mundo); família de Totinha fotógrafa (que ensinou muita gente a fotografar); família de Firmino; família de Walter Ramos (formada por grandes músicos); família Ernani Barbosa; e família de Daniel dos Santos (Bié do Leite).

Foto: Roberto Fonseca

Manifesto do outro lado da linha

Também foi apresentado, pela Secretária de Cultura, Esporte e Turismo, o Manifesto do outro lado da linha, proposta conjunta de trabalho entre Governo e comunidade. O objetivo é conseguir assinaturas suficientes para cobrar das cervejarias “que alcançam seu sucesso extraindo água do nosso subsolo” apoio para as seguintes reivindicações, dentre outras:

– Restauração da Estação São Francisco (projeto pronto desde 2010)

– Implantação de um trem turístico

– Reforma da praça Castro Alves

– Requalificação do Campo da Mangueirinha

– Galeria para obras dos artistas

– Restauração do chalé (casa do agente da estação São Francisco, Mario Batista).

“Nenhum povo vai para lugar algum se não souber respeitar sua raiz e sua cultura”, finalizou a Secretária Iraci Gama.

Foto: Roberto Fonseca

Certificado de agradecimento às instituições que contribuíram para a segurança do São João de Alagoinhas 2022

Com o lema “festa 10 e violência 0”, a SECET também homenageou as instituições que contribuíram para a segurança do São João de Alagoinhas 2022, iniciado em 13 de junho e que chega ao fim neste sábado, 02 de julho, com a festa de São Pedro em Riacho da Guia, período no qual aconteceram mais 100 shows musicais.

Os homenagedos foram:

– 4° batalhão da Polícia Militar da Bahia

– Secretaria de Saúde (SESAU)

– Polícia Civil da Bahia, Delegacia Regional de Alagoinhas

– Guarda Civil Municipal

– Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT)

– Juizado da Infância e Juventude de Alagoinhas

– Conselho Tutelar

Fotos: Roberto Fonseca


Comemorando o aniversário de Alagoinhas, prefeito Joaquim Neto autoriza obras em diversas localidades


O Município de Alagoinhas completou 169 anos de sua Emancipação Política neste sábado, dia 2 de julho e, mais uma vez, o Governo Joaquim Neto transforma obras em presentes para os moradores.  Investe na requalificação de áreas públicas, mobilidade urbana e revitalização de áreas de lazer.

Foi que aconteceu na  na Praça da Brasilinha, Bairro 2 de Julho, local escolhido este ano para o ato cívico de hasteamento das bandeiras, por ser o Marco Zero Ferroviário da cidade, onde, no dia 13 de fevereiro de 1863, o primeiro trem de passageiros chegou à Alagoinhas, saindo de Salvador. Era a primeira viagem ferroviária para o interior da Bahia.

A festa cívica contou com uma Exposição Histórico – Cultural, organizada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo (SECET) e Fundação Iraci Gama de Cultura, homenagens a famílias da região, às forças de segurança que garantiram a tranquilidade nos festejos juninos, e apresentação do Projeto Marco Zero Ferroviário.

Na sequência, conforme foi anunciado, Joaquim Neto assinou ordens de serviços para a pavimentação do Riacho do Mel, de todas as Ruas do Sobocó, de todas as ruas da Vila Paraíso e da Avenida da Leste – ligando a Feira do Pau ao SENAI, a conclusão do Esgotamento Sanitário da Vila Paraíso, a requalificação da Praça da Brasilinha e da pavimentação do 02 de Julho, a recuperação da Passarela da Baixa do Corte, além da construção do Ecoponto, na Central de Abastecimento.

A série de ordens de serviço em celebração ao aniversário da cidade já teve início na noite desta sexta-feira (01), em evento na Alagoinhas  IV, onde o prefeito autorizou o inicio das obras de pavimentação das Ruas São Paulo, dos Artistas, Padre João Maria, Goiânia, Travessa Rio Branco, as alamedas da Alagoinhas IV, além da drenagem da rua da creche e drenagem e pavimentação do Jambreiro de Cima.

Em seu discurso, Joaquim Neto destacou as importância do bairro para o desenvolvimento econômico da cidade e pontuou obras e investimentos já realizados na cidade nesses quase seis anos como Chefe do Executivo Municipal.

A solenidade contou com a presença do prefeito Joaquim Neto, da primeira-dama, Ludmilla Fiscina, da secretária de Cultura, Esporte e Turismo(SECET), Iraci Gama, do vice-prefeito e secretário de Serviços Públicos, Roberto Torres, do presidente da Câmara de Vereadores, José Cleto, do Tenente Coronel Ávila, dos vereadores Arão, Márcio da Cavada , Gode, Djalma dos Santos e Edy Saúde,  secretários de gestão, servidores e sociedade civil.

Fotos: Roberto Fonseca – SECOM


169 anos de Alagoinhas: Pesquisas fortalecem referenciais históricos da cidade


2 DE JULHO DE 2022, 17:34

É possível agora dizer que Alagoinhas esteve historicamente no centro do desenvolvimento do país em seu nascimento e tem a melhor água do mundo, junto com um manancial na Suíça – o pesquisador disse: “está entre as duas melhores do mundo”. Alagoinhas foi conhecida por muitos anos como terra da laranja, mas aqui vai uma correção histórica, entre tantas outras oferecidas pelo livro recém lançado da professora Iraci Gama, que dispensa apresentações, bem chamado “Memória, Narrativa e Identidade: a cidade ferroviária de Alagoinhas. Um registro que remete aos mais de trezentos anos antes da Vila próspera se tornar município, há 169 anos, ainda no Brasil Imperial, em 1853.

O desenvolvimento da cidade se deu com a estrada de ferro por consequência da produção de fumo e de pequenos engenhos dedicados à produção da rapadura, do melaço, essencial para a fabricação do fumo de rolo e da cachaça. Por meio de documentos oficiais e relatos, vai surgindo do breu do esquecimento uma cidade em seu processo de construção e de fato vai se entendendo por que o alagoinhense é o que é como veio se constituindo, isso é identidade e, sem memória, ela não existe.

Agora se sabe(pode-se saber) mais sobre sua forma de viver e sobre suas escolhas e predileções. Sobre o que se sabia por intuição, agora se  atentará de forma mais consciente, pode-se olhar com mais propriedade para erros e acertos coletivos. Entender que esse período ferroviário se deu pela égide do império e ainda com a força do braço escravo. Esse conhecimento será complementado com a edição da segunda parte da pesquisa, que trará fatos relevantes do século XX, falando portanto da  modernidade, da  vida política e social e da  riqueza e inquietação cultural peculiares dessa gente, a  influência inglesa e francesa, primeiros administradores da ferrovia.

Um pesquisador citado por Iraci, Littus Silva, está com sua pesquisa praticamente pronta para ser publicada. Esses dois trabalhos darão finalmente a fundamentação histórica para o alagoinhense começar a  entender-se e a se ver por inteiro,  libertos, mais rápido que outros, do “presente eterno”, maldição dos tempos atuais. Essa iniciativa acadêmica no seu sentido amplo, melhor seria dizer intelectual, no seu verdadeiro significado, chega em boa hora, quando se discute a formulação de um novo Plano de Desenvolvimento Urbano – PDDU para a cidade, defendido no legislativo local pelo vereador Thor de Ninha, dentre outros.

As bases para um debate mais aprofundado, nesse sentido,  se fortalecem, considerando que em sua origem, Alagoinhas foi uma cidade industrial. Em 1903, contava com 10 trapiches, fábricas de cigarro e charuto, vinagre, sabão, bebidas, torrefação de café, serraria a vapor, alambiques(13), moinho para milho, pólvora, olarias(15). Existiam três tipogafias, embora só houvesse um fotógrafo. Havia também 13 armazéns, mostrando que era desde então o centro distribuidor de vários produtos para a região.

Dando relevância também a sua pujança cultural, possuidora, portanto, de um povo criativo, que, apostando-se em projetos como a escola em tempo integral e no ensino a distância, direcionado para novas tecnologias como planeja o secretário de Educação, Gustavo Carmo, ganhará um papel de destaque em uma economia que se aprimora e se transforma rapidamente e com liquidez.

Bruno Fagundes, secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, também está atento para preparar a cidade para receber os futuros empreendimentos em vista da política de captação destes, que está sendo desenvolvida. Ela inclui a realização, já este ano, de um festival ligado à área de bebidas, o Alabeer e uma ênfase crescente na capacitação da mão-de-obra local. A cidade se prepara para ampliação urbana focada no esgotamento sanitário e na macrodrenagem, que vão devolver a pureza de nossas águas. Ruas estão sendo asfaltadas, tornando mais igualitárias as condições de mobilidade, conforto e valorização imobiliária assim, portanto, do próprio desenvolvimento social.

Na área de Saúde, existe um esforço de estruturação com o hospital Materno Infantil e com o recém inaugurado Centro de Cirurgias Eletivas. Na agricultura familiar, já se discute a ampliação das linhas de crédito para possibilitar empreendimentos de maior porte com tecnologia avançada, dessa forma Alagoinhas voltaria também a ser uma grande produtora de laranja e de outras frutas bastante adequadas ao seu solo, facilitando a atração de  fábricas de suco.

Quando o presidente da província da Bahia, conta Iraci, argumentou com o imperador, D. Pedro II, que Alagoinhas deveria fazer parte do projeto da ferrovia, ele informou que para transportar a produção da cidade para a grande feira de Dias D’Ávilla, para o porto em Salvador e para o recôncavo, necessitava-se de 1500 mulas, puxadas por 500 homens. Imagine a logística para alimentar essa tropa que era como um verdadeiro exército. Pontos como esse do livro enchem de cores e movimentos nosso imaginário. Na pesquisa de Littus Silva, ele nos dá conta de como as aldeias e as trilhas de caça dos nosso índios foram determinantes para a expansão portuguesa, realizada levianamente pela força, mas também pela cooperação. No seu livro Iraci menciona um relato oficial da presença de uma tribo de indígenas em Aramari, em 1828. Aramari pertenceu muitos anos a Alagoinhas, e nessa época ambas pertenciam a Inhambupe.

Ele defende a tese de que a nossa base cultural é Tupi, povo que ocupou todo litoral brasileiro, mas que foi dizimado, substituído pelos tapuias do grupo jê, que não tinha o fenótipo de indígena tupi, tinham cabelo crespo e pele escura. Isso para Littus gera até hoje a confusão sobre a matriz étnica de Alagoinhas e região. Ele também fala da presença dos franceses em busca do pau brasil, na região. As nossas cidades atuais, como Inhambupe, Rio Real, estão nas proximidades dos grandes rios, por onde eram transportados os toros de pau brasil para serem carregados nos navios aportados no litoral norte, em Mangue Seco, na Barra do Itariri, em Subaúma. Essas cidades passaram a existir tanto para o desenvolvimento da pecuária quanto para impedir a incursão de novos invasores.

Para Littus, houve períodos de conflito e períodos de convivência harmônica, não fosse assim, a cultura Tupi não estaria tão forte tanto na vida do negro, quanto na vida do colono português e sobretudo na do mestiço. O próprio Garcia D’Ávilla casou com uma índia, a exemplo de Caramuru. Ambos valeram-se da tradição Tupi do “cunhadismo”, atender a demanda do cunhado como se fosse sua. Como estratégia, o cunhadismo foi tão importante quanto a escravização. Ele também defende que, nas senzalas, as indígenas tinham a função de “procriar” novos escravos. Ele se sustenta em estudos de DNA realizados em Quilombos que apresentaram até 50% de genes indígenas. Sua pesquisa é tanto intrigante quanto revolucionária.

Interessante perceber que o Brasil nasceu na região de Alagoinhas e que foi aqui a base de expansão portuguesa, chegando até o Piauí e parte de Pernambuco, Maranhão e Ceará. Claro que tudo isso foi resultado do trabalho de gerações da família D’Ávilla. Um historiador cita que em 1609 já se contavam 10 currais pertencentes a eles. Esses currais deram origem as cidades, assim ocorreu o povoamento, inclusive porque sítios para a produção de alimentos foram estruturados, algo semelhante ao regime de servidão medieval da Europa. Interessante entender que a BR 101 foi, por centenas de anos, a grande trilha Tupi e que as cidades existentes hoje foram antigas aldeias e que, como enfatiza Littus, somos todos indígenas/africanos desterrados (ainda sentimos o balanço dos navios negreiros e a aflição da fuga mato adentro) e que vivemos em uma África/Tupi culturalmente falando.

Iraci Gama faz um relato histórico, e um relato da pesquisa histórica no contexto da história do movimento cultural de Alagoinhas, que ganhou força a partir do I Encontro de Cultura da cidade, em 1978. Deste surgiu a Casa da Cultura, final dos anos 1980 e anos 1990,  resultando na implantação do Centro de Cultura e na constituição da Fundação Iraci Gama, referência em termos de preservação da memória da cidade, além da Casa do Boi Encantado, mais recentemente, sediada em um antigo matadouro público, com sofisticada estrutura, dotada de peças do telhado provenientes da Inglaterra.

Ela cita toda a luta pela igualdade racial e os esforços atuais da Secretaria de Cultura Esporte e Turismo para fortalecê-la seja pelo censo dos centros de religião de matriz africana, seja pela formação da Coordenação de Políticas de Promoção de Igualdade Racial. O livro toma por base a pesquisa da congolesa Mwewa Muleka, em sua dissertação para o mestrado em Crítica Cultural, da UNEB local, para falar do quilombo do Catuzinho e do processo de idêntico reconhecimento oficial por que passam outras comunidades. Menciona com destaque ainda a capoeira, que será adotada como disciplina escolar, de acordo com lei de iniciativa da vereadora Juci Cardoso, o samba de roda, a culinária, as baianas e seus tabuleiros com os frutos deliciosos de seus fazeres.

Na segunda parte desse trabalho falará  da Euterpe e da Ceciliana, dos clubes de futebol e dominó, das micaretas, dos cinemas,  da resistência ao regime militar, registrada pelo nosso combativo jornalismo, assim como já mencionou a presença do Movimento Negro, sob as lideranças de Chicão, Caúca, Antonio Fontes entre outros. Uma Alagoinhas que fazia do sapato ao terno mais fino, nas mãos de alfaiates como Lilio e Benigno, que também era músico de filarmônica e grupos de baile. Falará certamente da influência da produção do petróleo e da atuação dos bancários e demais funcionários públicos na vida intelectual da cidade.

O alagoinhense saberá por fim a história de cada rua por onde passar e onde mora. Talvez em um futuro não tão longe, como idealiza nosso artista plástico Luiz Ramos, retirar-se-ão as fachada modernosas das lojas para deixar visíveis as belas fachadas originais(históricas), como se faz em Paris. Que também no centro da cidade não se transitem automóveis, com o Rio Catu despoluído, algo que será possível graças ao avanço do saneamento da cidade. Conhecer as raízes de uma gente,  devolve-lhe a capacidade de sonhar, “o poeta é quem sonha o que vai ser real”.

Fotos : SECOM e Arquivos da internet.

Com colaboração do jornalista alagoinhense, Paulo Dias.


Centro de Cirurgias Eletivas é inaugurado em Alagoinhas


27 DE JUNHO DE 2022, 17:14

A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde (SESAU), inaugurou nesta segunda-feira (27), às 8h da manhã, o Centro de Cirurgias Eletivas. O equipamento funciona anexo ao Hospital Maternidade Dr. João Carlos Meireles Paolilo, na Rua Elvira Dórea, 72, e já começou a atender a população.

A reforma do anexo da Maternidade Municipal foi executada com investimento de 1,2 milhões de reais, recurso do COAPES – convênio firmado entre Secretaria de Saúde de Alagoinhas com a Faculdade Estácio de Alagoinhas – e conta com mudanças na estrutura física, hidráulica e elétrica. Já a cessão de equipamentos e mobiliário é um investimento da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, através das indicações de emendas parlamentares do Deputado Federal Otto Filho e doSenador Otto Alencar, e somam o valor de 1 milhão de reais.

Para o prefeito de Alagoinhas, esse novo mecanismo ajudará não só a população, mas também a todas as cidade circunvizinhas, já que o município é referência. “Fazia mais de 15 anos que não havia cirurgias eletivas e hoje nós estamos inaugurando salas de cirurgias com leitos modernos e eu só tenho a agradecer ao senador Otto Alencar, ao deputado Otto Alencar Filho que, juntamente com Ludmilla e nossa secretária Laína, conseguiram junto ao Governo do Estado trazer para Alagoinhas e para toda a região, esse Centro de Cirurgias Eletivas. Então, é com muita alegria que entregamos no dia 27 de junho, transformando essa data em uma data histórica”, afirmou.

Dentro da nova estrutura foram adicionados: recepção, same e faturamento, 03 consultórios médicos, 03 enfermarias (totalizando 20 leitos novos), 01 sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), 02 salas cirúrgicas, 01 área de lavagem das mãos, 02 vestiários com barreira, 01 sala de guarda de material estéril, 01 sala de guarda de equipamentos, 01 farmácia satélite, 01 expurgo, 01 depósito de material de limpeza (DML) e 01 sala para administração da unidade.

A secretária de Saúde do município destaca que esse é um marco para a saúde de Alagoinhas. “É motivo de muito orgulho, de muita alegria iniciarmos essa semana com o grande marco, o grande divisor de águas na história do nosso município. Há mais de vinte anos esse anexo da Maternidade foi construído e nunca teve funcionalidade. Então, a partir de hoje, iniciaremos o serviço do Centro de Cirurgias Eletivas, dando funcionalidade a um equipamento de saúde pública nosso e realizando as tão sonhadas e aguardadas eletivas”, comemorou a gestora.

O deputado Otto Filho, que se fez presente durante a inauguração, elogiou o trabalho que a prefeitura tem feito por Alagoinhas. “A gente tem se esforçado muito a destinar emendas e ajudado a obter recursos do Governo do Estado, para que as demandas da população possam ser atendidas. Hoje nós temos aqui um momento importante: ter aqui um Centro de Cirurgias Eletivas faz com que a população possa ter acesso a serviço de qualidade na área de saúde. Então, quero parabenizar a todos em nome do prefeito Joaquim Neto, que tem sido um divisor de águas na gestão pública e tem revolucionado a saúde aqui de Alagoinhas”, disse.

De acordo com o diretor da Faculdade Estácio, Ernani Benincá Cardoso, esse é mais um passo na parceria entre a prefeitura e a instituição de ensino. “A Estácio tem uma participação muito importante nesse empreendimento, a gente aportou aqui mais de 700 mil reais, provenientes do COAPES. A Faculdade de Medicina Estácio Alagoinhas IDOMED considera um marco muito importante, porque é um local de prática para os nossos internos, para os nossos alunos. Então, isso além de qualificar o serviço para o município, traz muitas perspectivas para os nossos alunos”.

A diretora do Hospital Regional Dantas Bião, Maria Emília Silva, explicou que a promoção das cirurgias ajudará no funcionamento e melhoramento da unidade de saúde. “As cirurgias eletivas aqui em Alagoinhas são um projeto fantástico para a cidade e ajudam diretamente o Dantas Bião na baixa complexidade. Isso servirá para que o hospital possa priorizar as cirurgias de maior complexidade, para trazer o paciente que precisa de retaguarda em UTI”, disse.

Estiveram presentes durante a inauguração o presidente da Câmara de Vereadores José Cleto e os vereadores Edy da Saúde, Djalma Santos, Marcio da Cavada, Raimundo Gode, Anselmo Bal; os secretários Maria das Graças Reis (Secretaria de Infraestrutura) e Marcio Gomes (Secretaria de Comunicação); o diretor geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) Alagoinhas, Francisco Brito; o coordenador do curso de Medicina da Estácio, João Eduardo Pereira; e a diretora da Policlínica Regional Aline Santos.

Fotos: Roberto Fonseca/ SECOM


Artistas autorais encerram a programação do Arraiá Rota Alternativa 2022


27 DE JUNHO DE 2022, 21:15

Marcado por irreverência e autenticidade, além de tornar o São João uma festa democrática, agradando todos os gostos e públicos, a festa do último domingo (26), encerrou a programação do Arraiá Rota Alternativa 2022, no Mercado do Artesão.

Pelo palco passaram diversos artistas, que foram escolhidos através de rodízios e de acordos com os lançamentos de Ep’s, optando por estimular as pessoas que estão produzindo música autoral e material cultural para deixar para a posteridade. A ideia era trazer quem estivesse produzindo para estimular ainda mais os artistas da terra.

Karlinhos Zambê, presidente do Conselho Municipal de Cultura e organizador do evento, o avaliou como positivo. “O evento foi lindo! Com a casa cheia, a gente conseguiu atrações muito boas, público feliz em todas as bandas. Conseguimos fazer uma festa que atendesse um público diferenciado e que deve ser valorizado. A gente só tem a agradecer, pois foi muito bom”, comemorou.

A vereadora Luma Menezes, que alocou R$11.500,00 de emenda parlamentar para o evento, afirma que o principal incentivo para a iniciativa foi a valorização da cultura. “A valorização dos artistas da nossa cidade é muito importante. A gente teve diversos ritmos musicais, desde o pop, o rock, o reggae. Enfim, uma diversidade de ritmos e de artistas que tem uma multiplicidade de conteúdo cultural. Esses dois dias foram de valorização cultural e também inclusão para quem gosta de outros ritmos e gosta de aproveitar esse período de festejos juninos para curtir outras músicas. Essa foi a forma de poder alcançar essas pessoas e mostrar que, em Alagoinhas, tem gente boa fazendo música, produzindo arte e que precisa ser vista e conhecida”, explicou.

Para o vereador Anselmo Cerqueira (Bal), que também destinou R$ 5 mil de emenda parlamentar, o São João Alternativo é um dos mais belos movimentos culturais da cidade. “Tomei ciência da importância da minha emenda para o Circuito Alternativo e foi show de bola! Se tornando cada vez melhor com o passar dos anos”, afirmou.

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Foto: Roberto Fonseca/ SECOM